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A gastronomia na visão de um chefe de cozinha mergulhado diariamente no mundo dos sabores!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

MANGIA QUE TE FA BENE..... uma volta pelo Lido em Copacabana

Como já disse antes, vida de um chefe de cozinha não é fácil.... principalmente a minha e um experimenta daqui, experimenta de lá...
Ufa! como é dificil..... até parece....


Num sábado destes, logo após aquela Maratona Gastronômica no Polo Lido  em Copacabana que eu não tinha concluído, fui visitar o restaurante Italiano La Trattoria...






...do Sr Mário Pautasso (meninas não se empolguem, ele já é um senhorzinho) uma figura  carismática e muito ativa, com uma vitalidade que impressiona até os mais jovens e uma conversa tão agradável que prende sua atenção a noite toda sem cansar.

Mas eu não estou aqui pra ficar elogiando ele, mas sim sua comida e sua casa. Afinal, pra quem veio de São Paulo é dificil encontrar típicas casas italianas aqui no Rio de Janeiro. Confesso que me transportei para o Bexiga, onde encontramos aquelas típicas cantinas italianas.

Casa movimentada, ohhhh!!! Fico muito feliz quando vejo um restaurante cheio, vibrante e com aromas que inebriam e envolvem todo o lugar.


O sucesso da casa se deve a toda família, na qual pai, mãe e os dois filhos se dividem na administração.





Como já dizia mamãe:"O olho do dono é que engorda o gado, não é mesmo!?"

- Será que é por isso que minha mulher tá gorrrda? (credo!!!!! a partir de agora vou olhar mais pra mulher dos outros)





Depois de um bom papo e toda sua história de vida contada, resolvemos pedir a comida, aí aí aí.... lá vou eu de novo experimentar do bom e do melhor... morram de inveja simples mortais....

hummm mas o que vem antes do prato principal????? hein hein ?????? acertoouuuu quem disse que seria uma entrada... mas no caso deste restaurante entrada é coisa do passado até por que seu Mário me contou o caso de um grupo da época em que seu restaurante vendia entradas, os infelizes ocuparam uma mesa, pediram a entrada e depois não conseguiram comer mais nada.






Mais pelo que vi os garçons servindo, é  uma fartura danada.Você já viu algum italiano que não seja farto???, pois é nem eu... ah! eu já vi simm!!! minha sogra ahhh!!! mais também, ela não é italiana e sim baiana... mão de vaca, pedi pra ela fazer as compras do mês para minha casa e ela nem tchum, como sofro...

Então tá, sem entradinha nos restou pedir um pão com alho que eles servem, que por Deus é divino, simples mais divino.

Gentemm, mas nesta casa não se bebe??? claro que sim! pedi um vinho tinto.... fiquei observando o garçon servir com todo aquele metiê, logo pra quem! Se eu beber álcool zulu tá tudo di bom...

ham ham! Eis que surge sua esposa, uma mulher esplenderosa,  cheia de atitude, só então descobri que ela estuda enologia. Até por que o Sr. Mário é só papo não entende nada de vinho, mas eu te pergunto pra que entender? a gente quer é beber e ser feliz, até por que eu vou pra comer e depois beber, não necessariamente nesta mesma ordem.

Bom!! depois de beber uma garrafa de vinho tinto e comer zilhões de pães de alho, me resta agora pedir o prato...

Olha cardápio, coça cabeça, respira fundo ... dificil , muito dificil... o cardápio todo parece ótimo... que faço?????? qual será minha escolha?

É melhor pedir sugestão: Seeeeeu Mário qual sua sugestão???

- Meu filho pede o SCALOPINNI AO FUNGHY TARTUFADO COM FETUCCINNE que você não vai se arrepender

Como diria um grande mestre: AI JESUIS......  e não me arrependi mesmo. 

Nossa me assustei com o tamanho do prato, ou melhor dizendo, com a quantidade que vem na frigideira.

Vem muita coisa mesmo, dei Graças a Deus, tava com uma fome...





Nossa estava divino, perfeito, saborosíssimo, precisei até de um babador e confesso que experimentei a massa do meu amigo que era com camarão tartufado .....

Foi de arrepiar... e olha que fiquei lá umas três horas e a casa não parava de rodar..... o dificil foi voltar pra meu amado lar, mas já estou pronto pra outra, quem vem comigo??????

Confiram mais um pouquinho da história do Sr. Mário.








E pra dizer que não estou mentindo veja como ficou o meu  prato aí ao lado








































terça-feira, 5 de outubro de 2010

A TAPIOCA DE LENINHA

O que faz a gente sentir empatia por uma pessoa??

Pois é, o que aconteceu com Leninha foi amor a primeira vista.

Mas acho que me apaixonei mesmo foi por sua Tapioca, no bom sentido, é claro!






"A tapioca é o nome de uma iguaria tipicamente brasileira, de origem indigena tupi-guarani, feita com a fécula extraída da mandioca, também conhecida como goma da tapioca, polvilho, goma seca, polvilho doce, fécula de mandioca. Esta, ao ser espalhada numa chapa ou frigideira aquecida, coagula-se e vira um tipo de panqueca ou crepe seco, em forma de meia-lua (ou disco, como em algumas regiões). O recheio varia, mas o mais tradicional é feito com coco e queijo."



O que faz desta Tapioca especial??

A única coisa que posso responder é que talvez seja o carinho e o amor com que ela faz esta tapioca tão singela.

"Na vida temos que aprender a olhar para o simples, pois talvez assim conseguiremos enxergar o verdadeiro sentido da vida."









Numa vasilha de tamanho médio borrifa-se um pouco de água sobre a goma da tapioca e o sal, mexe-se a mistura com a ponta dos dedos. Lentamente, adiciona-se mais água, esfarelando a mistura entre as mãos até que essa mistura fique sem aderência às mãos. Essa mistura passa por um refinamento em peneira. Em frigideira antiaderente aquecida em fogo brando, espalha-se uma porção e com as costas de uma colher cobre-se o fundo da frigideira de modo uniforme e rechea-se (tradicionalmente com coco ralado e raspas de queijo coalho, mas possibilitando uma infinidade de novos recheios), assando de dois a quatro minutos - ou até que a mistura fique com suas bordas soltas da frigideira. Em seguida, dobra-se a tapioca, passando um pouco de manteiga em ambos os lados e assando por mais um minuto.

Um Pouco de História

Os povos tupis-guaranis, que ocupavama a faixa litorânea leste do território brasileiro desde o sul até o norte, foram os responsáveis pelo domínio comestível da mandioca. A mandioca, produzida sob o sistema da agricultura de subsistência, era a base da alimentação do Brasil até a chegada de Pedro Álvares Cabral. A tapioca nasceu através da necessidade de diminuir o tamanho do beiju e poder passar a ser cozida no fogo.


Pouco após os primeiros anos do descobrimento, os colonizadores portugueses na Capitania Hereditária de Pernambuco descobriram que a tapioca servia como bom substituto para o pão. Na cidade de Olinda se consumia intensamente o beiju, a farinha e a tapioca, extraídos da mandioca, desde o século XVI com a criação portuguesa da Casa de Farinha em Itamaracá (Pernambuco).



A tapioca logo se espalhou pelos demais povos indígenas, como os cariris no Ceará e os Jês, na Amazônia oriental. Ainda, se transformou posteriormente na base da alimentação dos escravos no Brasil. Tudo isso serviu para transformar a tapioca, hoje, num dos mais tradicionais símbolos da culinária por quase todo o nordeste.

O Conselho de Preservação do Sítio Histórico de Olinda (Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO) concedeu à Tapioca o título de Patrimônio Imaterial e Cultural da Cidade em 2006, mesmo ano em que Olinda recebeu o título de 1ª Capital Brasileira da Cultura (Ministério da Cultura e Ministério do Turismo, Governo Federal).




Apesar de muito popular e integrante da culinária típica de diversos estados nordestinos, a tapioca mais tradicional do Brasil ainda se encontra no Alto da Sé, em Pernambuco (preservada pela Associação das Tapioqueiras de Olinda). Em outros estados, a tapioca sofreu algumas mofificações quanto à original (como no Ceará, onde possui formato redondo e é bastante apreciada com café preto). Também encontramos diversas entidades destinadas à cultura popular da tapioca pelo Nordeste, como o Centro das Tapioqueiras entre os municípios de Fortaleza e Eusébio, no Ceará.


No resto do mundo, vários produtos derivados da fécula da mandioca são também chamados de tapioca.

Os recheios derão um toque especial à tapioca e variam de acordo com o gosto e a região onde a tapioca é consumida. O recheio pode ser apenas com manteiga ou com coco fresco ralado, leite condensado, queijo, banana, chocolate, carne-de-sol, morango com chocolate e goiabada com queijo entre outros.




A tapioca mergulhada no leite de coco também é muito apreciada em diversas partes do Brasil.




Existe ainda a tapioca de chapa ou tapioca de forma, que é uma tapioca mais grossa e aquecida na chapa e na qual a massa da tapioca é colocada dentro de uma forma de metal.

O pudim ou de bolo de tapioca, não é levado ao fogo e é servido gelado, natural ou com calda de frutas. A farinha de tapioca é colocada num recipiente com leite de coco, um copo de leite, açucar a gosto e coco ralado. Depois que os ingredientes são bem misturados, coloca-se numa forma e leva-se a mistura para a geladeira.






Não faz muito tempo, porém, que a tapioca atraiu a atenção de alguns criativos chefs da culinária brasileira. Estes usaram suas habilidades e criaram versões inovadoras da tapioca.







O músico baiano Moraes Moreira compôs uma música intitulada

                                                           "Tapioca de Olinda".







Obrigado Leninha por me oferecer o que você tem de melhor, Deus abençoe esta mãos maravilhosa e que faça perpetuar este sorriso por toda sua longa vida!


























A TAPIOCA DE LENINHA

O que faz a gente sentir empatia por uma pessoa??

Pois é, o que aconteceu com Leninha foi amor a primeira vista.

Mas acho que me apaixonei mesmo foi por sua Tapioca, no bom sentido, é claro!






"A tapioca é o nome de uma iguaria tipicamente brasileira, de origem indigena tupi-guarani, feita com a fécula extraída da mandioca, também conhecida como goma da tapioca, polvilho, goma seca, polvilho doce, fécula de mandioca. Esta, ao ser espalhada numa chapa ou frigideira aquecida, coagula-se e vira um tipo de panqueca ou crepe seco, em forma de meia-lua (ou disco, como em algumas regiões). O recheio varia, mas o mais tradicional é feito com coco e queijo."



O que faz desta Tapioca especial??

A única coisa que posso responder é que talvez seja o carinho e o amor com que ela faz esta tapioca tão singela.

"Na vida temos que aprender a olhar para o simples, pois talvez assim conseguiremos enxergar o verdadeiro sentido da vida."









Numa vasilha de tamanho médio borrifa-se um pouco de água sobre a goma da tapioca e o sal, mexe-se a mistura com a ponta dos dedos. Lentamente, adiciona-se mais água, esfarelando a mistura entre as mãos até que essa mistura fique sem aderência às mãos. Essa mistura passa por um refinamento em peneira. Em frigideira antiaderente aquecida em fogo brando, espalha-se uma porção e com as costas de uma colher cobre-se o fundo da frigideira de modo uniforme e rechea-se (tradicionalmente com coco ralado e raspas de queijo coalho, mas possibilitando uma infinidade de novos recheios), assando de dois a quatro minutos - ou até que a mistura fique com suas bordas soltas da frigideira. Em seguida, dobra-se a tapioca, passando um pouco de manteiga em ambos os lados e assando por mais um minuto.

Um Pouco de História

Os povos tupis-guaranis, que ocupavama a faixa litorânea leste do território brasileiro desde o sul até o norte, foram os responsáveis pelo domínio comestível da mandioca. A mandioca, produzida sob o sistema da agricultura de subsistência, era a base da alimentação do Brasil até a chegada de Pedro Álvares Cabral. A tapioca nasceu através da necessidade de diminuir o tamanho do beiju e poder passar a ser cozida no fogo.


Pouco após os primeiros anos do descobrimento, os colonizadores portugueses na Capitania Hereditária de Pernambuco descobriram que a tapioca servia como bom substituto para o pão. Na cidade de Olinda se consumia intensamente o beiju, a farinha e a tapioca, extraídos da mandioca, desde o século XVI com a criação portuguesa da Casa de Farinha em Itamaracá (Pernambuco).



A tapioca logo se espalhou pelos demais povos indígenas, como os cariris no Ceará e os Jês, na Amazônia oriental. Ainda, se transformou posteriormente na base da alimentação dos escravos no Brasil. Tudo isso serviu para transformar a tapioca, hoje, num dos mais tradicionais símbolos da culinária por quase todo o nordeste.

O Conselho de Preservação do Sítio Histórico de Olinda (Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO) concedeu à Tapioca o título de Patrimônio Imaterial e Cultural da Cidade em 2006, mesmo ano em que Olinda recebeu o título de 1ª Capital Brasileira da Cultura (Ministério da Cultura e Ministério do Turismo, Governo Federal).




Apesar de muito popular e integrante da culinária típica de diversos estados nordestinos, a tapioca mais tradicional do Brasil ainda se encontra no Alto da Sé, em Pernambuco (preservada pela Associação das Tapioqueiras de Olinda). Em outros estados, a tapioca sofreu algumas mofificações quanto à original (como no Ceará, onde possui formato redondo e é bastante apreciada com café preto). Também encontramos diversas entidades destinadas à cultura popular da tapioca pelo Nordeste, como o Centro das Tapioqueiras entre os municípios de Fortaleza e Eusébio, no Ceará.


No resto do mundo, vários produtos derivados da fécula da mandioca são também chamados de tapioca.

Os recheios derão um toque especial à tapioca e variam de acordo com o gosto e a região onde a tapioca é consumida. O recheio pode ser apenas com manteiga ou com coco fresco ralado, leite condensado, queijo, banana, chocolate, carne-de-sol, morango com chocolate e goiabada com queijo entre outros.




A tapioca mergulhada no leite de coco também é muito apreciada em diversas partes do Brasil.




Existe ainda a tapioca de chapa ou tapioca de forma, que é uma tapioca mais grossa e aquecida na chapa e na qual a massa da tapioca é colocada dentro de uma forma de metal.

O pudim ou de bolo de tapioca, não é levado ao fogo e é servido gelado, natural ou com calda de frutas. A farinha de tapioca é colocada num recipiente com leite de coco, um copo de leite, açucar a gosto e coco ralado. Depois que os ingredientes são bem misturados, coloca-se numa forma e leva-se a mistura para a geladeira.






Não faz muito tempo, porém, que a tapioca atraiu a atenção de alguns criativos chefs da culinária brasileira. Estes usaram suas habilidades e criaram versões inovadoras da tapioca.







O músico baiano Moraes Moreira compôs uma música intitulada

                                                           "Tapioca de Olinda".







Obrigado Leninha por me oferecer o que você tem de melhor, Deus abençoe esta mãos maravilhosa e que faça perpetuar este sorriso por toda sua longa vida!


























segunda-feira, 4 de outubro de 2010

BUCHO - VOCÊ COME?


O que a gente não faz pra viver bem, não é mesmo!.

Confesso que sou acostumado a comer filé-mignom, mas nem todo dia é santo e de vez em quando tenho que comer umas coisas .. Hummmmm... fazer o quê né?

Não posso colocar os motivos óbvios para este post , vou deixar a imaginação de vocês fluir, mas prestem atenção no que vou dizer, esta é uma iguaria muito apreciada no nordeste brasileiro e neste final de semana aprendi que até moqueca se faz com BUCHO!!!!!

Portanto, não o olhemos mais com certa reserva e deixemos de lado nossa santa ignorância a fim de darmos a este ingrediente seu valor merecido.

Comumente de boi ou bezerro, ou também de ovelha ou veado (Cuidado tem muitos por aí, eu que o diga!), "bucho" é um termo geral para o estõmago ou, mais precisamente, para os quatro estômagos que trabalham juntos na digestão da comida do ruminante. O primeiro (rúmen) aramazena a comida engolida, que é regurgitada, mastigada de novo e engolida mais uma vez passando pelo segundo estômago(retículo), que tem uma aparência de colméia, até chegar ao terceiro (omaso) e finalmente ao quarto (obamaso).

Cada estômago tem seu próprio sabor e textura. Todos precisam ser esfregados para se tornarem comestíveis.

O bucho é a base de sopas quentes em culináras da jamaica e turquia. Os quatro estômagos são fervidos juntos lentamente por até 10 horas com o mocotó, cebola e cenouras, rendem a especialidade da Normandia: tripes a à la mode de Caen.

O bucho de vitela é considerado o mais nobre para esse prato. No prato espanhol callos a la madrileña, o bucho é cozido com ingredientes que incluem o chouriço apimentado e morcela. Na Inglaterra, o bucho colméia com cebolas e molho branco já foi considerado comida de indigete e ainda é um prato nostálgico no norte.

O bucho ainda é considerado comida de proletáriado na Inglaterra, mas em outros lugares, tende a ser visto como comida regional.

Aqui no Brasil, principalmente na mesa do nordestino como citei anteriormente, é comum ver preparações como a buchada de bode, dobradinha com feijão branco, a própria moqueca que pra mim é novidade, dobradinha a milanesa. Acredito que devem existir outros tipos interessantes.


Minha irmã Marluce é que tem uma receita boa, ela sim sabe fazer uma dobradinha com feijão branco de respeito, vou pedir a receita pra ela e postarei neste blog.

BUCHO - VOCÊ COME?


O que a gente não faz pra viver bem, não é mesmo!.

Confesso que sou acostumado a comer filé-mignom, mas nem todo dia é santo e de vez em quando tenho que comer umas coisas .. Hummmmm... fazer o quê né?

Não posso colocar os motivos óbvios para este post , vou deixar a imaginação de vocês fluir, mas prestem atenção no que vou dizer, esta é uma iguaria muito apreciada no nordeste brasileiro e neste final de semana aprendi que até moqueca se faz com BUCHO!!!!!

Portanto, não o olhemos mais com certa reserva e deixemos de lado nossa santa ignorância a fim de darmos a este ingrediente seu valor merecido.

Comumente de boi ou bezerro, ou também de ovelha ou veado (Cuidado tem muitos por aí, eu que o diga!), "bucho" é um termo geral para o estõmago ou, mais precisamente, para os quatro estômagos que trabalham juntos na digestão da comida do ruminante. O primeiro (rúmen) aramazena a comida engolida, que é regurgitada, mastigada de novo e engolida mais uma vez passando pelo segundo estômago(retículo), que tem uma aparência de colméia, até chegar ao terceiro (omaso) e finalmente ao quarto (obamaso).

Cada estômago tem seu próprio sabor e textura. Todos precisam ser esfregados para se tornarem comestíveis.

O bucho é a base de sopas quentes em culináras da jamaica e turquia. Os quatro estômagos são fervidos juntos lentamente por até 10 horas com o mocotó, cebola e cenouras, rendem a especialidade da Normandia: tripes a à la mode de Caen.

O bucho de vitela é considerado o mais nobre para esse prato. No prato espanhol callos a la madrileña, o bucho é cozido com ingredientes que incluem o chouriço apimentado e morcela. Na Inglaterra, o bucho colméia com cebolas e molho branco já foi considerado comida de indigete e ainda é um prato nostálgico no norte.

O bucho ainda é considerado comida de proletáriado na Inglaterra, mas em outros lugares, tende a ser visto como comida regional.

Aqui no Brasil, principalmente na mesa do nordestino como citei anteriormente, é comum ver preparações como a buchada de bode, dobradinha com feijão branco, a própria moqueca que pra mim é novidade, dobradinha a milanesa. Acredito que devem existir outros tipos interessantes.


Minha irmã Marluce é que tem uma receita boa, ela sim sabe fazer uma dobradinha com feijão branco de respeito, vou pedir a receita pra ela e postarei neste blog.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

VOCÊ JÁ COMEU UM BAUMKUCHEN????





Não se assuste se alguém te fizer esta pergunta.







BAUMKUCHEN




Eu também nunca comi um Baumkuchen, até porque não é costume do nosso povo Brasileiro e fiquei realmente intrigado quando li sobre esta receita.


A criatividade de um cozinheiro não tem limites.










Pois bem essa especialidade dos padeiros alemães já existe há mais de 200 anos. É uma referência às camadas de anéis dourados que ficam aparentes quando o bolo é cortado, não muito diferentes dos anéis desenhados em um tronco de árvore. Por isso a tradução é BOLO-ÁRVORE.

Esse efeito incomum é obtido por um método de preparo que exige trabalho intensivo. Uma fina camada de massa é pincelada em torno de um espeto e assada até ficar dourada.

"Em outros tempos, isso seria feito sobre fogo a lenha, mas nos dias de hoje acontece sobre uma grelha".






Outra camada da massa é colocada sobre o bolo e cozida. O processo é repetido entre 10 a 20 camadas de massa, até o bolo todo ser criado. Em ocasiões especiais , os cozinheiros preparam bolos muito grandes que pesam em torno de 45 kg. O bolo-árvore finalizado costuma ser coberto com açúcar ou glaçê de chocolate.







Em Luxemburg, onde é conhecido como BAAMKUCH, tornou-se um prato tradicional em ocasiões especiais, em particular, as cerimônias de casamento. Outras variações incluem o polonês SEKACZ, com protuberâncias parecidas com dedos que fazem o bolo parecer uma espécie de estalactite.







O cozimento lento e prolongado do bolo-árvore, junto com as nozes moídas usadas na massa, lhe imprime um gosto e uma textura muito particulares, é um bom acompanhamento para o café da tarde.



Já pensou se essa moda pegasse no Brasil?
E encontrassemos essas churrasqueiras de bolo na rua para vender??? Seria simplesmente o máximo, não é mesmo?!.


                                                                                Bom proveito

QUER SABER A RECEITA DESTE BOLO COM UM JEITINHO BRASILEIRO?, ENTRE NO BLOG DA MARISA ONO.
http://marisaono.com/